terça-feira, 6 de agosto de 2013

meio ano.

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tanto tempo... mas ao mesmo tempo tão pouco...

terça-feira, 30 de julho de 2013

se a saudade matasse...

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... eu tinha morrido no dia em que partiste, pai!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

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até agora tive o ano mais difícil da minha vida e isto não está com ideias de acalmar. a verdade é que cada dia custa mais, cada sorriso sai mais forçado e cada momento parece mais longo!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

diário da tua ausência #4

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pai,
ontem foi Páscoa. Bem, ontem foi a primeira Páscoa sem ti...
E se o dia do Pai foi difícil, e eu nunca lhe dei grande valor, ontem fui completamente abaixo! A mãe foi trabalhar (nós sabemos o quanto tu irias odiar mas já sabes como é a tua irmã) e, por isso, nós não abrimos a porta. É o primeiro ano que não abrimos a porta... As coisas estão mesmo a mudar... Eu chorei, a vó chorou, a tia Lice chorou... O Cristo deve ter ficado assustado com tanta gente a chorar na mesma casa. Acho que foi um envolver da tristeza, de termos perdido, e alegria, de termos a vó de volta em casa.
Nós dissemos ao João que tinhas "ido para o Jesus" e quando lhe tentamos explicar o que era a Páscoa dissemos que "o Jesus vinha cá a casa". Portanto, no sábado à noite, enquanto lhe dava banho, ele perguntou se o tio Miguel também vinha com o Jesus, porque ele tinha muitas saudades dele!
Durante a tarde fui ver-te. Estava a chover muito mas não fez mal, molhei-me mas estive perto de ti. Ainda me custa muito ir ao cemitério e chorei tanto agarrada à Catarina quando te vi naquela lápide! A fotografia não te faz justiça mas estás mesmo muito bonito Pai! Não eras apreciador de fotos mas tenho uma escondida que é a minha preferida! És tu comigo ao colo quando eu era pequenina. Mesmo pequenina porque ainda não era gorda! É a minha foto favorita de sempre! Vou guardá-la e fazer cópias e ter a certeza que as tenho espalhadas para te ver sempre que abrir o guarda vestidos ou quando estiver a estudar na secretária!
Amo-te muito Pai, e por isso não te peço que voltes. Peço-te que não vás... Fica por perto, posso vir a precisar!

ps: por favor, ajuda-me com este problema! não te torno a desiludir!

sábado, 30 de março de 2013

diário da tua ausência #3

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pai,
o João pergunta tantas vezes por ti

diário da tu ausência #2

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pai,
a mãe veio aqui à casa da vó vê-la e disse-me que foi ao cemitério. A tua lápide já estava pronta! Oh, ela chorou tanto! Disse que tu estavas lindo na fotografia... Acredito que sim, tu és eras lindo! pela primeira vez a vó pôde chorar com a mãe a tua morte... O João ficou tão triste mas não compreendeu o que se estava a passar!

sexta-feira, 29 de março de 2013

Diário da tua ausência #1

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O meu pai faleceu. Morreu há precisamente um mês e vinte e quatro dias! Tinha 52 anos, ia fazer 53 anos em Agosto... E era o homem mais forte e mais saudável que eu já conheci! Conhecia bem os hospitais porque infelizmente já tinha muitas cicatrizes de acidentes mas nunca entrou num por estar doente. Em toda a minha vida o meu pai nunca faltou a um dia de trabalho e ele trabalha 7 dias por semana para me poder dar tudo o que eu precisava e para que a minha mãe pudesse ficar em casa, já que não pode trabalhar... Sempre saudável e sempre brincalhão. Era a alma da minha casa com os seus assobios e com os Pink Floyd a bombar às 9h aos sábados de manhã; era a alma da fábrica com as suas anedotas e as suas indirectas; era a alma do restaurante com a sua arte e com a sua simpatia!
O homem da minha vida morreu. Chegou a casa constipado, deitou-se e nunca mais se levantou... Eu não o vi nessa noite! Só fui à beira dele quando a minha mãe aos berros pediu por ajuda porque o meu pai não estava bem. Ele não deve ter notado que estava a morrer mas mesmo assim morreu! Sempre foi forte por mim, pela minha mãe e pelo meu irmão e neste momento está na hora de sermos fortes por ele! Teve uma vida difícil, uma família complicada, um pai bêbedo, uma mãe que só quis saber dele depois de ele ter morrido, um conjunto de muitos irmãos para só um realmente querer saber... Trabalhou no duro desde os 10 anos para ajudar a mãe a alimentar os irmãos e mais tarde trabalhou muito para construir a minha casa e fazer com que tenhamos mesmo tudo!
Era o meu herói e eu nem sempre lhe disse isso... Tínhamos feitios iguais e muitas vezes por ideias opostas discutíamos! Ele protegia-me e eu achava que era grande e não precisava de protecção. O meu herói morreu e eu não fiz nada para o salvar, não tive tempo para dizer que o amava muito e para lhe dizer que ia ter muitas saudades dele. Não lhe pude dizer nada e nem sequer o pude ajudar... A ambulância ainda não tinha chegado e o meu pai já tinha morrido!
O homem da minha vida morreu. O meu pai morreu. E a minha mãe é viúva e ainda não fez 50!